06 abril 2016

Só porque conhece já pode considerar amigo

Marketing nojento este de mandar convite para seus 1000 amigos sem ao menos aplicar um filtro para selecionar aqueles que tem interesses comuns aos seus em relação ao conteúdo que está compartilhando.
Tipo, seleciona todos, clica e enviar e foda-se. Nem perguntou como é que estou. Nem sabe se aquele conteúdo me ofende. E se digo que ofende ele poderá dizer "foda-se você, é só ignorar" e blá blá blá.
Para perguntar como é que tá, convidar para o churrasco, para as festas de aniversários, para as baladas, para os casamentos, para um encontro no parque, para se distrair de qualquer forma, NUNCA NÉ? Agora para divulgar sua página de serviços, seus produtos, suas festas que quer que seja badalada, para lhe dar moedas em jogos online do Facebook, para te ajudar como referência em algum serviço e te dar descontos que só VOCÊ aproveitará, nossa, a todo momento aparece suas solicitações.
Pois é só isso mesmo, solicitação. Você só solicita que lhe ajude com algo, mas e me ajudar? Precisamos pedir ajuda para que alguém vendo você até com a cabeça abaixo d'água precisa pedir ajuda?
Ah, mas para curtir suas fotos que mostram sua vida maravilhosa, seu lindo emprego, sua família linda e saudável, curtir e compartilhar para isto sou útil, não? Para lhe dar apoio em seus pensamentos Facebookianos, para lhe dar feliz aniversário quando aparece sua notificação, para responder as enquetes para apoiar algum pseudo amigo seu, NOSSA, a glória né?

Nem cutucar-me em todo nosso tempo de amizade Facebookiana tu fez, nem ter mandado "oi" ou mesmo um "bom dia", ou ter curtido qualquer coisa que tenha em minha linha do tempo, ou compartilhado, ou simplesmente dado sua opinião sobre aquilo com algum comentário, nem mesmo que seja "_|_". Poise, mas como disseminador de seu conteúdo, apoiador marketeiro de suas ideias, você lembra de mim. Oh! Desculpe. Na verdade você não lembra, você só clica na caixa de seleção "Todos" e envia o convite, fazendo-me imaginar, ser solitário que sou, que neste momento tu tinhas se lembrado de minha pessoa, mas raciocinando um pouco melhor eu me dou conta que não.

O pior mesmo de tudo isso é saber que pessoas pensam o mesmo de mim, e cheios de razão, porque isto a psicologia denomina como consciência coletiva, não é? Estamos seguindo esta cultura pop, cheio de maravilhas como ela é. Celulares, notebooks e carros mais modernos, tablets, cinema 3D e mais uma caralhada de coisas práticas úteis para nosso lazer.

Parece que as pessoas se transformaram nas mesmas coisas que elas criaram: objetos! Todas tem uma utilidade e um fim prática, fora disso as emoções não contam, a não ser, é claro, se tenha uma plano futuro com tal que esta emoção impossibilite tal ação, mas em todo caso ainda sim é uma matemática de valores de interesses práticos, sem o feeling.


28 março 2016

RESENHA: Ética e Vergonha na Cara!

Ética e Vergonha na Cara! - Capa do livro

O livro Ética e Vergonha na Cara! é escrito em forma de diálogo por Clóvis de Barros Filho e Mario Sérgio Cortella que debatem sobre as questões éticas que encontramos no dia-a-dia e sobre os principais pensamentos sobre o assunto, fazendo ganchos das reflexões atuais com as que vigoravam em épocas mais remotas, como o pensamento ético na civilização grega, esta que por sinal é mencionada como os pilares da sustentação do pensamento ético existente atualmente. A citação da primeira página, de Rui Barbosa, ilustra com maestria o que será abordado ao desenvolvimento do diálogo, sendo a seguinte citação “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.

24 março 2016

Quando há concordância em tudo


Pode saber, alguém está mentindo! Ou então seremos higienizados, valendo-nos do eufemismo, para dizer que alguém ou até mesmo os dois, dentro de um discurso, estão sendo desonestos. Ou então melhor, estão sendo educados em evitar uma discussão desnecessária, ainda mais tratando-se de um estranho. Ou então do seu chefe do trabalho, que qualquer "A" que sai de sua boca é verdade por razão dele ser chefe. Falácia apelo à autoridade. Até mesmo quando seu companheiro diz "Olha que massa" e você responde "Poise" ou nem responde nada, vácuo.
Poise ... em determinados momentos isso dá náuseas, em outros tristeza. Há pessoas que ficam muito chateadas quando são contrariadas, refutadas, quando a opinião do outro difere da dela e não é capaz nem de mudar de opinião e nem de fazer o outro mudar. Mas isso não é o pior, pois poderia em um ato polido dizer "Oh, infelizmente discordamos neste ponto. Deixemos de lado e debatamos isso em um momento em que estivermos mais maduros!", ou então "Nois não concorda com isso, melhor falar sobre outra coisa, né?". Normalmente acaba ficando em um ciclo vicioso criando o bate-boca e depois um dá as costas para o outro. Ou para não gerar a discussão, apenas concorda.

21 março 2016

Falando da flor para a flor



"Palavras, apenas. Palavras pequenas. Palavras". - Palavras Ao Vento - Cássia Eller

Mais uma daquelas sextas-feiras costumeiramente maravilhosas por saber que foi o último dia da semana em que você teve que acordar cedo para ir trabalhar. Sim, a alegria se dá por razão do dia seguinte não ser um dia útil (e acredito que usem este termo para desqualificar quem gosta do descanso, em outras palavras, sábado e domingo é dia inútil, adjetivando isso a quem gosta desses dias), por ser obrigado (não se referindo a termos físicos aqui, embora isso em longa data se aplica) a ter que acordar cedo para cumprir um regime de 9 horas diárias para fechar a meta de 44 horas semanais. É por isso que te pagam, este é teu valor de mercado em razão de seu salário x tempo de trabalho.
Poderia enaltecer ainda mais a sexta-feira, mas parece que os dias se engradecem na medida que temos tempo e possamos dedicar nossa atenção as pequenas coisas diferentes que ocorrem ao longo deles.

16 março 2016

Superficialidade e a realidade

O que nossos olhos enxergam é apenas o que podemos ver e definir como real?
As pessoas são a sua aparência? As pessoas são definidas pela cor de seus olhos, cabelos ou cor de pele?
Podemos julgar o caráter de alguém através do que nossos olhos concebem?
A beleza visual é a única e verdadeira referência para definirmos realidade?

Nesses primeiros questionamentos fica evidente que o único sentido de percepção do mundo utilizado é a visão. Mas é sabido que minimamente dispomos de 5 sentidos básicos, sendo eles:

  1. visão;
  2. audição;
  3. tato;
  4. olfato;
  5. paladar.

Através desses 5 sentidos nosso corpo coleta as informações do mundo, processa-as em nosso cérebro e faz uma criação mental interpretativa, que costumeiramente chamamos de realidade.