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01 junho 2018

Dever ou Vontade?


Nesse momento eu deveria estar digitando meu trabalho. Deveria estar organizando meus conhecimentos em um arquivo para entregar amanhã. Assim uma ou mais pessoas iriam avaliar o conteúdo e dar uma nota para o esforço empregado em relação ao que se espera.
Estou a beira do mar, ouvindo o barulho das ondas, sentindo a brisa leve e admirando a paisagem com pouco Sol e algumas nuvens. Está agradável. Nesse clima consigo me sentir calmo, em paz, mesmo sabendo que ainda há compromissos e que terei que empregar um esforço maior para realizá-los a tempo ...
mas nesse momento, optei digitar sobre meus sentimentos. neste momento optei transformar minhas emoções em palavras e com a pretensão de compartilhar com alguém um momento único e íntimo.
é importante encontrarmos meios de expressar os sentimentos que são difíceis de expor em conversas, mas sabemos que é necessário para nosso bem estar.
muita vezes falo de mim mesmo na primeira pessoa do plural, incluindo o leitor nessas emoções ... eu me faço de leitor enquanto escrevo.
Não estou pensando muito o ordenamento correto de como as palavras devem estar dispostas para expor o que aqui há, mas me importo com a coerência que as palavras assumem ao evidenciar um fragmento do que eu sou. De todo modo, já passou do tempo de eu retornar as minhas atividades, e aqui fica registrado um pedacinho de mim em um pedacinho de temporalidade ...

22 janeiro 2018

Posssibilidades

Curitiba - XV - Pç Osório - Dez/2017
É engraçado ver o mundo lá em baixo, assistindo o pequeno movimento do 20º andar de um edifício histórico.
As pessoas parecem formiguinhas, sem nenhuma identidade além daquela que atribuímos a eles (pequenos bonequinhos caminhando para qualquer lugar).


14 janeiro 2018

Sonho enquanto era


Já há um bom tempo venho tentado dormir e só me bato na cama, sinto meu estômago agitado e os pensamentos borbulhando de modo que nem o cansaço e nem o sono é suficiente para me derrubar.

Hoje trabalhei das 8h às 16h, passei o resto da tarde bebendo e proseando com meu pai, assisti Watchmen (Dr. Manhattan é um bosta, Rorschach é foda), zapiei por alguns instantes e cai na cama para ver se começava um novo dia, descansado, motivado ...

bobagem minha ...

25 junho 2017

Respeito distante - Carpinejar


Senti vontade de compartilhar este texto na íntegra e sem adaptações de Fabrício Carpinejar de seu livro CARPINEJAR FELICIDADE INCURÁVEL, o qual o título do post carrega o título desse texto, o qual começa da seguinte maneira:

"Ex não é para ser amigo, é para ser colega. Colega distante. Primo de terceiro grau.Quando mencionado, deveria receber Sr. e Sra. na frente. Merecia ser tratado com o sobrenome. E o sobrenome de solteiro.

30 abril 2017

AMOR

O amor sempre foi a palavra usada para descrever o sentimento indefinível, ou de múltiplas definições, que cada ser singular sente em relação a algum objeto, alguém.
A literatura não encontrou palavras suficientes para isso, mas meios de transferir o sentimento do escritor para o leitor, lhe dando uma vaga ideia do que pode ser.
Muitos se sentem doutores no assunto, falam com autoridade até mesmo sobre o sentimento de amor do outro, que desconhece se não por completo.
Outros acreditam que há pessoas legítimas para falar de amor, ou que só existe um ou outro tipo de amor.
Há outras pessoas que nada conseguem expressar sobre o amor, mas que creem fielmente que só é possível demonstrá-lo em sua verdadeira natureza, nunca falar sobre.

09 abril 2017

Perfeição

Há tanto tenho pensando sobre o que é perfeito. Quando pergunto às pessoas a maioria me responde:
- A única coisa no mundo que é perfeito é Deus!


Eu discordo dessa afirmação.

21 setembro 2016

Ingratidão na caridade

Véia surda
Numa quarta-feira de manhã chega uma senhora no portão de minha casa, muito mal vestida e com um aspecto que causava lamento de sua condição humana. Usava uma jaqueta velha e uma mochila também velha, era uma mochila infantil, pequena. Tudo nela parecia tão velha quanto ela!
Com uma plancheta, uma folha e uma caneta nas mãos ela abre um sorriso horripilante, o qual tive que retribuir pela educação que recebi (talvez tenham me ensinado a ser hipócrita). Olhei naqueles olhos cansados e perguntei a razão de sua visita. Ela me estendeu a folha que falava sobre doação para uma instituição que ajudava os surdos e os mudos, talvez para mais alguns tipos de pessoas que possuem algum outro tipo de carência. Só vi que os tipos de doações que poderiam ser feitos era de 3, 5, 10, 15, 30, 50 reais. Não sei se era realmente esses os valores, mas sei que o mínimo era de 3 reais. Peguei os 2 reais que eu tinha de troco e não encontrei nenhuma moeda. Me senti mobilizado pela oportunidade de se fazer uma boa ação com uma doação, assinando meu nome no papel, a data em que eu estava realizando a doação e o valor doado. Ao entregar o dinheiro junto da folha, caneta e prancheta ela pega a folha e o dinheiro e aponta para onde está escrito o valor de doação mínima. Eu disse a ela que entendia e que aquela era minha doação. Ela falou com uma voz fanhosa, como se tivesse uma bola de tênis na boca "tã inscrito, vê?" e eu fiquei olhando ela com uma cara bem cético. Disse então que se não atendia a doação, que me devolvesse o dinheiro! Ela enfiou o dinheiro no bolso da jaqueta, falou algo que deu para entender como "chefe" e aguardou eu dar o um real faltante para completar os 3 pilas. Eu olhei incrédulo e fiz um sinal de "fazer o quê!". Pelo pouco que sei de libras ela fez um sinal me dizendo que eu era bonito e mais alguma coisa que não sei o que era, virou as costas e se foi.

Então fiquei pensando: Será que existe a possibilidade dessas instituições sem fins lucrativos obrigar os coitados que tem deficiência auditiva a pedir dinheiro nas casas?
Será que aquela senhora estava se fingindo de surda para conseguir dinheiro? Pois eu estava sendo, eu acho, o décimo doador, sendo que os anteriores a mim doaram 3 reais cada um deles. Só nesse período da manhã ela deve ter conseguido uns 29 pilas comigo! Será que é uma farsa?
Será que ela achou que eu tava tirando com a cara dela? Pois eu achei que ela estava tirando com a minha!

04 julho 2016

Das coisas que eu vejo, mas não sei dizer

Sinto o cheiro de seu sentimento,
nunca tem o seu consentimento,
nem jeito de mostrar o momento,
pois logo vira passado,
página virada.

07 junho 2016

Is your drug

I'm a drug and I know that.



Coloque um toque de lisergia na língua para lembrar a pulsação quente que vibra no meio de suas pernas.
Coloque um cigarro negro na boca com gosto de cravo para lembrar as delicias provocadas pelos lábios.
Ouça um pouco de House e se ficar triste lembre-se do Indie.
Sinta aquele suspiro quente seguido do roçar de uma rala barba em sua nuca que te arrepiava e te fazia fechar os olhos, se entregando,  imaginando coisas que ouvia em seus ouvidos levando ao perdimento de si e deixando que sua imaginação lhe conduzisse sem qualquer controle.

31 maio 2016

Status de WhatsApp

"Antes eu era o outro, depois virei um ponto. Trata-me como o outro e me mantenha como um ponto."

No passado eu era o que não sou. O que agora sou não corresponde ao passado, porém, a razão de eu ser o que sou foi por pulsões biológicas que ocorreram no passado para me transformar no que sou. Essas pulsões foram idealizadas de forma a não deixar de ser o que eram quando surgiram, principalmente com o objetivo que se tinha em mente por se fazer o que eram, o que agora já não é. Virei um ponto, mesmo que antes eu ainda era um ponto. Um ponto de interrogação, exclamação, reticências (o que costumo sempre ser), vírgula, ponto final. Já não sou o que eu era e a cada "never more" deixo de ser o que sou. Quando eu era o que era, era melhor. Depois que passei a ser o que sou passei a ser tratado como o que não gostaria de ser. 
Eu sou o ponto e serei até o momento em que a vida, as pulsões e o pensamento me permitir ser o que continuo a ser sou. Mas a maneira como sou considerado era muito melhor quando eu não era. Mantenha-me e considera-me!

20 maio 2016

Relendo poemas, relembrando momentos

Um convite se fez presente em um momento tão conturbado que só era expresso no encontro daquele que é contemplado. O convite foi aceito, mas deixado a qualquer momento.O momento se fez presente, me convidei para o convite que foi aceito gentilmente. Parto para o encontro e sou convidado a entrar. Eu já não era o mesmo, ele também não. Mas o que importa quando o que se faz presente são os sentimentos dos corações? - Nossa, como você emagreceu - com um sorriso e desdém da afirmativa me respondeu - Quase não tenho tempo para comer, emagreci mais de 10kg (...) - imaginei. Ao entrar fazemos um programa similar, mas num conforto familiar, como boa mãe que se mostra ser. Vinho e verdinho acompanhado de salgadinho. Foi uma alegria depois de tanto tempo rever o momento, mas lembrei que nenhum momento é como já foi o outro, então muita atenção eu prestei. Ouvi, ouvi e ouvi. Depois ouvi a música, ouvi o insulto, ouvi a desconstrução e continuei ouvindo. Entorpecido e muito atento ao que eu ouvia, já tinha me esquecido de ouvir a mim mesmo. Percebi que tudo o que tinha ouvido não se dizia respeito a quem eu tinha conhecido, porque já não era o que era. Entendi. Na insegurança que se tem a respeito da confiança faz com que mostremos apenas o que é superficial, como o fim de um copo de vinho. Percebe-se apenas que acabou, porque é isso mesmo que os nossos olhos mostram, ou que nossos ouvidos ouvem. Tudo faz parte. É hora de partir. Percebi que nem por um minuto o silêncio se fez presente, talvez porque ele diga muito e não queremos ouvi-lo. Confuso, entorpecido e com atenção dividida  eu me perdi. Nisso eu vi a raiva ser expressada, o que me fez sorrir. É hora de partir e o mínimo que se pode fazer ou dizer é agradecer pelo curto momento que se pode curtir.

Agradeço pelo momento e pela paciência, pai!

05 maio 2016

Mais um aniversário

Quinta-feira, 5 de maio de 2016, em muitos lugares dizem que estou completando 23 anos. Dou fé. Levanto da cama como habitualmente, me visto correndo, pego minha bolsa e me despeço de minha esposa, tudo sendo feito como habitualmente.
Encontro as pessoas no ponto e digo em alto tom "Bom dia", seguindo a rotina de sempre. Embarco no ônibus e novamente a ideia volta a minha cabeça.
"É seu aniversário! Você está fazendo 23 anos, o que tem mudado? O que há de diferente entre seus 22 e seus 23? E os seus 21? E seus 20? O que está diferente? Você está fazendo as mesmas coisas sempre!"
Paro de pensar nisso, mudo meu pensamento, me lembro que os pensamentos eram diferentes dos que são hoje, então, reconheço a mudança, mas, não sou hipócrita para acreditar que isso é decorrência do passar dos dias e que depois de + ou - 365 dias tenho uma grande revolução. Na verdade, acredito que esta revolução em um grande dia, como o aniversário, é possível, mas que pode ocorrer em qualquer dia, em qualquer momento, a qualquer hora, em qualquer lugar, de qualquer modo, não sendo necessariamente o dia em que completa mais um ano o dia da reviravolta.

Surge uma carência afetiva, uma necessidade de ser reconhecido por algo, de ser visto com olhos diferentes daqueles costumeiros olhares cansados de quem segue suas rotinas extenuantes, aclamando por uma interação que faça sair de sua rotina, sempre esperando pela ação do outro, com medo do julgamento. Então penso Como seria se eu dissesse ao mundo que hoje é meu aniversário de 23 anos? Diria "oi, sabia que hoje é meu aniversário?", aaah, idiota, é claro que a pessoa não sabe, ela não sabe nem mesmo o seu nome, nem onde você trabalha, nem nada. O máximo que ela sabe é que você pega o mesmo ônibus que ela. Sim, nesse momento me reconheço como um idiota, mas eu mesmo me conforto considerando a hipótese de que há outros idiotas como eu.

Quase chegando ao louvável e admirável ganha-pão recebo um SMS me felicitando pelo meu aniversário. Meu primeiro parabéns do dia, de minha mamãe. Todas aquelas palavras utilizadas para fazer você se sentir especial e tu não ter nem mesmo 1 real de crédito para poder agradecer o carinho de sua mãe. Que louvável e admirável, heim? Sigo o percurso.

Então, durante o resto do dia, por uma grande maioria, recebo aquelas felicitações clichês, mostrando que existe muitas pessoas que se importam, que são gentis, que cumprem um protocolo, que sentem vontade de uma interação diferente do bom dia, que sentem pena, enfim, que sentem ou seguem qualquer coisa, mas que no final das contas, não tem importância. Há alguns casos que são interessantes, pois parece irônico suas felicitações ou protocolar mesmo. Outras são bem incomuns do tipo "É hoje né, é hoje ...". Bom, o mais interessante de tudo é você está trabalhando com essas pessoas há quase 3 anos e sempre que faz aniversário ou alguma situação que requer sua idade, nunca sabem, sempre perguntam "quantos anos?". Não os culpo, só os denuncio. Não os culpo, pois também não sei a idade da maioria, ou talvez de ninguém, mas isso mostra a distância que temos uns dos outros. Interessante é que nas primeiras vezes eu disse 21, 22 e ... 28! Poise, eu menti e maior parte acreditou, ou fingiram ter acreditado só para não ter o trabalho de continuar a conversa.

Depois, entro na minha caixa de e-mail. É incrível como as empresas prestadoras de serviços online oferecem os 10% de desconto o ano inteiro e quando chega no seu aniversário eles dizem:
"Parabéns, feliz aniversário! Muitas felicitações para você. Por causa de seu aniversário estaremos te dando incríveis 10% de desconto na compra de qualquer coisa em nosso site".
Poise, o que eles oferecem o ano inteiro não faz diferença no dia do seu aniversário. O melhor presente que eles poderiam ter me dado é nada. Nenhum spam já seria muito útil.

Sim, meu dia de aniversário foi mais ou menos por ai, nada surpreendente. A noite, enquanto escrevo, está muito melhor, mas se deixo uma dica sobre o que me agrada, só escrevo duas palavras: dar risada.

24 março 2016

Quando há concordância em tudo


Pode saber, alguém está mentindo! Ou então seremos higienizados, valendo-nos do eufemismo, para dizer que alguém ou até mesmo os dois, dentro de um discurso, estão sendo desonestos. Ou então melhor, estão sendo educados em evitar uma discussão desnecessária, ainda mais tratando-se de um estranho. Ou então do seu chefe do trabalho, que qualquer "A" que sai de sua boca é verdade por razão dele ser chefe. Falácia apelo à autoridade. Até mesmo quando seu companheiro diz "Olha que massa" e você responde "Poise" ou nem responde nada, vácuo.
Poise ... em determinados momentos isso dá náuseas, em outros tristeza. Há pessoas que ficam muito chateadas quando são contrariadas, refutadas, quando a opinião do outro difere da dela e não é capaz nem de mudar de opinião e nem de fazer o outro mudar. Mas isso não é o pior, pois poderia em um ato polido dizer "Oh, infelizmente discordamos neste ponto. Deixemos de lado e debatamos isso em um momento em que estivermos mais maduros!", ou então "Nois não concorda com isso, melhor falar sobre outra coisa, né?". Normalmente acaba ficando em um ciclo vicioso criando o bate-boca e depois um dá as costas para o outro. Ou para não gerar a discussão, apenas concorda.

21 março 2016

Falando da flor para a flor



"Palavras, apenas. Palavras pequenas. Palavras". - Palavras Ao Vento - Cássia Eller

Mais uma daquelas sextas-feiras costumeiramente maravilhosas por saber que foi o último dia da semana em que você teve que acordar cedo para ir trabalhar. Sim, a alegria se dá por razão do dia seguinte não ser um dia útil (e acredito que usem este termo para desqualificar quem gosta do descanso, em outras palavras, sábado e domingo é dia inútil, adjetivando isso a quem gosta desses dias), por ser obrigado (não se referindo a termos físicos aqui, embora isso em longa data se aplica) a ter que acordar cedo para cumprir um regime de 9 horas diárias para fechar a meta de 44 horas semanais. É por isso que te pagam, este é teu valor de mercado em razão de seu salário x tempo de trabalho.
Poderia enaltecer ainda mais a sexta-feira, mas parece que os dias se engradecem na medida que temos tempo e possamos dedicar nossa atenção as pequenas coisas diferentes que ocorrem ao longo deles.

10 março 2016

Diálogo imaginário

- Por que não posso estar junto?
- Porque perto de você eu não consigo ser Eu.
- Como assim você não consegue ser você?

02 março 2016

Coincidência do embarque da flor

Cláudia é uma flor que exubera alegria e está a espera do jardim chegar para que junto a ele possa embarcar.
Enquanto espera por seu jardim, distrai-se com o cotidiano no embaraço de um encanto.
A inquietação faz essa flor vibrar e as conversas internas, de uma certa forma, embaraçar.
Em tal embaraço seu jardim chega e pode embarcar para completar o jardim.

Jardim Cláudia

18 novembro 2015

Escrever é difícil

De um ano para cá vim escrevendo muito mais do que qualquer ano e ainda sim reconheço que escrevi muito pouco. Existe muitas razões que tornam a escrita um processo árduo, mas talvez a mais importante entre elas seja o propósito a qual se escreve. Se não há propósito, não há nada. Outra razão que dificulta a escrita é a exposição que o autor está sujeito, pois de forma intencional expõem  o que há ali dentro, o que muitos desconhecem e podem ter a oportunidade de conhecer. E de forma inconsciente expõem muitas outras facetas a quais nem mesmo conhece, sendo outro perigo, pois é difícil se proteger da ameaça que não vê. É sabido que quando se escreve, se escreve para alguém, podendo ser escrito para si próprio para ser lida daqui há 10 anos, ou para um grande público desconhecido. Não importando para quem se escreve, estará sujeito ao julgamento. O julgamento geralmente é precedente da crítica, esta que todos abominam. A crítica pode ser do conteúdo escrito, das palavras mal escritas, da gramática, da concordância, coerência, coesão, acentuação, pontuação, maldição! A crítica é tão filha da puta, salvo os momentos em que ela enobrece o homem, que vem com a desculpa de que só está ali para te mostrar seu erro para que futuramente possa melhorar. Mas parece que nunca melhora, pois ela nunca vai embora. Quer abduzir os seres a serem todos padronizados de forma que percamos nossa identidade, talvez a única coisa que realmente temos de mais concreto.
Se já não fossem tantos motivos para incentivá-lo a não escrever, ou talvez se isso já não seja uma boa desculpa para não ter escrito nada, ainda sim com a "maldita" faço uso para expor o que penso na escrita. Mas para o bom leitor, ou mau, sabe que o caminho conduzido do início ao fim de um post de blog é apenas um roteiro e que mais valioso que o roteiro seguido é a experiência que se tira na viagem percorrida.
Porque no final das contas é isso mesmo! Não lembro-me de quando nasci e é bem provável que não me lembrarei do momento em que partir. Mas o que me faz ser o que sou  é tudo o que vivi, não competindo importância com acontecimentos iniciais ou finais.

O importante mesmo é que um pouco eu vivi. Melhor não ler o que escrevi para que não apague e já diga outra coisa ...

29 dezembro 2014

Um achado de março

"Sabe qual a pira do LSD (Ditilamida do ácido lisérgico)?
É que você passa a enxergar melhor tudo aquilo que já existia, só que você não era capaz de ver, sentir, tocar, luzes mais fortes, brilhantes? Se é uma droga que altera o seu aparelho psiquico porque não vemos isso diariamente? Se o aparelho psiquico está sempre em constante confusão, se falamos demais sempre, ou temos os 5 sentidos aguçados, porque é que só prestamos atenção em tudo isso com o uso LSD? Tudo já existia, mas tudo o que passa a acontecer é psicológico e podemos ter controle de tudo, e por que é que não temos esse controle?
Porque é por isso que nos drogamos (bebemos, fumamos, etc) para sentirmos a sensação diferente, ninguém bebe se não for para ficar bêbado."

Anotação extraída de um caderno de notas escrita por uma jovem relatando sua viagem com o LSD. Não foram feitas correções, sendo representando da mesma forma que escrito no caderno.